E O Vento Levou ~

Vendaval

"No fim, tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar: um estribilho antigo, um carinho no momento precioso, o folhear de um livro de poemas, o cheiro que tinha um dia o próprio vento..."
(Mário Quintana)


Uma forte ventania bateu e levou a apresentação do blog embora. Como dá pra ver ai em cima, só sobrou uma pessoa e alguns textos... serve? =)


A Pessoa

Michelle Rodrigues. 17 anos. Projeto de escritora e dona do poodle mais lindo que existe. Dona do blog 'E O Vento Levou' desde 22 de maio de 2008. Smile. That's all. Beijoscomente. orkut.







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Layout por Felipe Almeida
Hospedagem por Uol Blog
Textos por Michelle Rodrigues

05/04/2009

Sweet Seventeen

left

 Meu aniversário acaba de acabar. Ou a começar, que é como eu prefiro pensar. Mas o fato é; não foi o que eu planejava. Não houve grandes surpresas, nem grande importância por parte de pessoas que eu achava que teria. Muitos recados? Sim. Mas o que eu gostaria mesmo de ter recebido, seriam os abraços, o esforço em me ver, a preocupação em se eu estava bem e feliz. Só isso. Ah, e muitos abraços! Como eu gosto de abraços! De “feliz aniversário” então, nem se fala! E eu não tive de pessoas que eu queria muito que tivessem me dado.  E aí que você começa a perceber que é inútil criar grandes expectativas em cima das pessoas. E que depositar fé demais naquilo que se sabe que não tem retorno, é um erro. E dos mais frustrantes. Mas isso acontece! Até mesmo porque o que é importante para você, pode não ser para os outros. E eles não devem ser condenados por isso. O negócio é você se agarrar àquilo que acredita e em pessoas que você tem certeza de que estão contigo. E deixemos claro que essa ‘certeza’ é bem relativa. A pessoa que está do seu lado hoje pode não estar amanhã. E aquela que você espera que a chute quando você cair, acaba a ajudando a levantar-se. Mas o que aconteceu dessa vez foi o contrário. As que eu esperava algo, não foram capazes de me dar. Tudo bem. Certeza que já esperaram algo de mim algumas vezes também, e eu também já fui incapaz. Isso é humano. Bom, um 4 de abril com algumas frustrações, é bem verdade. Mas dar maior valor àquilo que não teve do que ao que se tem, é uma ignorância sem fim. A família, a saúde e a fé estão aqui. Presentes constantemente e de maneira bem sólida. Graças àquele que mais me ‘presenteou’ durante mais de 17 anos. E no fim das contas, eu sei muito bem que é ISSO que REALMENTE importa. E que venham os 18, certo?

 

Percebe que não importa o quanto você se importe.

Algumas pessoas simplesmente não se importam.”

(Shakespeare) 


Soprado por Michelle às 17h32

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02/04/2009

Docente versus Discente

Foi-se o tempo em que o professor assumia em sala de aula uma figura rígida e irredutível, com autoridade suprema. Com o passar do tempo, o aluno foi ganhando seu espaço e seus devidos direitos dentro da escola. Porém, essa mudança não teve um aspecto totalmente positivo. Hoje, alunos usam de seus direitos e muitas vezes da voz dos próprios pais para exercerem maior poder perante o professor. E professores abusam da sua autoridade para com alunos. O que deve ser levado em conta é que dentro de uma escola existem pessoas de religiões, idades, personalidades e pensamentos muito diferentes. Ambas devem ser respeitadas com a sua forma de pensar e é exatamente esse respeito que está em falta nas escolas. Muitos problemas seriam resolvidos de forma pacífica se alunos levassem em conta o respeito para com os mais velhos. E se professores também não usassem seus postos para abuso de poder. Felizes são os professores que têm uma amizade regada a respeito e união para com seus alunos. E felizes são os alunos que veem em seus professores mais do que um educador, mas sim um amigo. Ambos têm muito que ensinar e aprender, não só na matéria escolar, mas também na vida.

 

Pauta para o Tudo de Blog – CAPRICHO.

 

[edit]

 

Nada mais era certo, tudo estava fora do lugar, o destino se tornara tão incerto. E em meio a um turbilhão de emoções indesejáveis, um gosto amargo na boca, um aperto no peito. Vontade de gritar, sumir, talvez simplesmente dormir o sono eterno. Discansar de tudo isso. Levaria um tempo para se acostumar a viver assim - se é que se acostumaria. Vontade de chorar, de abaixar a cabeça sem saber se um dia voltaria a erguê-la. Até que o vento bateu sobre as maçãs do seu rosto, levantou levemente seus cabelos, e fez com que um sorriso leve e sincero se abrisse. O coração bateu leve, nada mais pesava. Nada mais.

 

P.S.: Sábado, Michelle com 17 anos!

 

MP: Brand New Start – Little Joy


Soprado por Michelle às 16h00

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28/03/2009

Apologia a José Simão

Buemba, venho falar sobre aquele que é o dono da piada pronta! Todos os dias, na Folha de São Paulo na sessão Ilustrada, o Macaco Simão aparece de forma insubstituível e humorística com a sua coluna que, segundo ele mesmo já disse, aborda os três temas que mais deliciam os brasileiros: sexo, política e futebol. Como não resisto a uma esculhambação (prova disso é o meu vício aos sites Big Bosta Brasil e TDUD?), desde que o descobri virei fã. Com aquele ar tipicamente brasileiro de “não levo nada a sério MEISHMO”, Simão rasga o verbo de uma forma deliciosa e tira sarro de partidos políticos, celebridades e, se bobear, até do tempo. Seu alvo preferido é o Presidente Lula, diga-se de passagem. Quem lê o jornal, sabe do que estou falando. Em meio a tantas notícias que mostram o lado negativo do país, chegar até a coluna dele e encarar certos fatos de forma “gozada”, é meio que, digamos “relaxante” para qualquer leitor. Não é a toa que a cerca de 20 anos ele ocupa o cargo de colunista da Folha. “E eu não tenho 62 anos. Eu tenho 18 anos. Com 44 de experiência”, disse ao site UOL. São em pessoas assim que, quando a coisa aperta, eu mais me inspiro. Levar as coisas para o lado leve e irônico, muitas vezes, é o melhor remédio para não enlouquecer. Ah, e pingar o famoso colírio alucinógeno todos os dias, é claro.

P.S.: Quem tiver afim de saber mais sobre ele, site oficial dele aqui. Ou visite seu perfil na UOL News!

MP: You Only Live Once – The Strokes


Soprado por Mih às 15h43

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26/03/2009

Tente no Próximo Mês

Estudos já comprovaram: a maioria dos crimes cometidos por mulheres foram feitos durante o período pré-menstrual. Artigo de luxo feminino, a famosa TPM bate ponto forte do calendário da maioria das mulheres todos os meses. Quando aparece, não há como suporta-la de forma natural, assim, como se nada estivesse acontecendo. Aliás, o que menos dá para fazer é exatamente isso: deixar que as coisas passem em branco. Quando a bendita fase aparece, tudo assume um papel ligeiramente maior do que normalmente é. Os pequenos problemas tornam-se cruzes pesadas: o cabelo liso fica crespo, as pequenas gordurinhas viram obesidade, as roupas tornam-se grandes ou pequenas demais, enfim, nada está bom. Sem contar no seu saldo de disposição e paciência que, se somadas, não atingem nem 0,0001%. E vem aquela sensação de que tudo conspira contra a sua felicidade, de que o mundo vai acabar, que ninguém te entende, e que o mundo vai acabar, e que ninguém te ama, e que o mundo vai acabar... Você chora, tem a plena certeza de que é a pior das criaturas, se isola e espera realmente que o mundo acabe. O remédio para tudo isso? Me vê aí uns 5 ou 6 dias, no máximo - tudo volta ao seu estado normal. Você sorri aliviada, e diz aos seus queridos hormônios: “é isso aí, galera, mês que vem tem mais!”.

 

Pauta para o Tudo de Blog – CAPRICHO.


Soprado por Mih às 16h43

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08/03/2009

A Jornalista Anônima

Ele é meio magricela, tem uma careca que chega brilha e um óculos de armação horrível. É um pouco mais alto, um pouco mais claro e um pouco mais inteligente do que eu, confesso. Fomos contratados pelo jornal na mesma época, mas ele conseguiu ficar com o cargo de maior destaque. Tem um faro jornalístico incrível, o mau caráter! E isso me deixa um tanto quanto inconformada. Além disso, seu jeito prepotente e excessivamente irônico de ser me irrita profundamente. Aquele ar de superior, nariz empinado. Faz trabalhos de maior repercussão do que os meus, ama falar mal de mim e tenho certeza que seu hobby favorito é me dar ordens. Evitamos conversas, olhares, a presença um do outro. Para mim, ele não passa de um poço humano de defeitos. Exceto por uma qualidade. Ai de mim se ele souber que descobri recentemente nele, uma qualidadezinha se quer! Se acharia mais do que o normal. Mas a verdade tem que ser dita. É difícil confessar algo assim, logo eu, tão orgulhosa. Eu poderia confessar milhares de outras coisas sobre mim que me envergonham como, por exemplo, o meu pavor de filmes de terror ou o meu medo de tartarugas (!). Mas a verdade é que, caro amigo de trabalho, seus olhos são lindos! Pronto, falei.

 Menina dos Olhos*, 22 anos, jornalista.

 *A jornalista anônima gostaria de permanecer anônima por motivos... anônimos.

 

Pauta para o Tudo de Blog, Capricho.

P.S.: Um pouco de humor para a primeira pauta da revista não faz mal a ninguém, né?

 


Soprado por Mih às 15h07

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02/03/2009

Somente o necessário e nada mais

Prova do livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, amanhã, nas duas primeiras aulas de Literatura. Pronto, dá-lhe eu terminando de ler o livro as pressas hoje, pois tinha esquecido do coitado e só fui lembrar a dois dias. Não fui com a cara do livro. A temática, o estilo de escrita, nada me agradou. Quase sempre que leio um livro por obrigação não vou com a cara dele (e sei que me ferrarei muito por conta disso, mas enfim). O fato é que, lendo o dito cujo, cheguei até a um certo capítulo que me chamou atenção. Vou tentar ser breve: um dos personagens se encontrava em ótimo humor no meio de um inverno intenso, uma chuva violenta, sem cama confortável, sem agasalhos, sem alimentação adequada, mas ainda assim feliz pelo simples fato de... não estar na seca. O personagem chega até a puxar prosa com a família, coisa que ele não faz o livro inteiro. Depois de ler tal capitulo, parei para pensar: se analisarmos bem, assim como o “bruto” do Fabiano (personagem do livro), não precisamos de muito para colocar um sorriso na cara. Não sei quem foi que colocou na minha cabeça, na sua e na de todas as outras pessoas que, para ser feliz, precisa-se de muito. A verdade é que o mundo está cheio de pessoas insatisfeitas com o que NÃO tem e que esquecem de agradecer e dar valor ao que tem. É fácil reclamar do pouco, quando se normalmente tem muito. Mas e quando chegar o dia em que não teremos nada? Exemplo: é fácil passar horas reclamando da mãe que não te entende, da internet lenta e do calor, por exemplo. Mas viver sem a mamãe do coração por perto, largar a computador para ler um livro (pior, sendo ele “Vidas Secas”) e ser vítima de uma enchente ninguém quer! Tenho certeza que a vida de qualquer pessoa passa a ganhar mais sentido e valor quando se é valorizado o básico e não a angústia por não ter algo que, na verdade, não tem tanta importância assim.

 

 

“Só quando sentiu intensamente que um dia desapareceria é que pôde entender exatamente o quanto a vida era infinitamente valiosa. [...]”

O Mundo de Sofia, pág. 17

 

[editando]

Consegui entrar para o Tudo de Blog da Capricho! =D


Soprado por Mih às 18h24

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17/02/2009

(...)

Não se sentia covarde como às vezes achava que deveria se sentir por ter desistido disso tudo. Passar a vida correndo atrás do impossível e acreditando cegamente no improvável não era o melhor a ser feito. Logo ela que sempre se portou como a mais realista de todos. Estava andando em círculos. Dando murro em ponta de faca. Depositando a sua fé em uma utopia. Vivendo dias iguais de formas iguais – uma luta que não tinha fim. E então, meio que tão de repente, acordou. Não foi fácil perceber que o seu sonho havia se tornado uma impossibilidade. Mas notou que foi nesse exato momento, quando passou a enxergar as coisas como elas realmente são, é que pôde se erguer e mudar o rumo da sua história. Encontrou na desistência uma paz que nunca imaginara encontrar. A ansiedade tornou-se calma, aprendendo de certa forma a aceitar a realidade. Era incrível como doía e dava alívio ao mesmo tempo. “Quando não se dá para ganhar um jogo, é simples, se desiste”. E foi o que fez. Mas dentro de si carrega uma certeza: a de que mais cedo ou mais tarde, assim como a luta, essa desistência também vai valer a pena.

 


Soprado por Mih às 14h02

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11/02/2009

Fim de jogo

Foi uma situação inesperada, algo que ela nunca pensou que enfrentaria na vida. Sentimentos que nunca havia experimentado, um nó na garganta, uma dor no peito, uma angústia - e isso diariamente, dia após dia, TODOS os dias. As coisas nunca caminhavam como queria, os dias se tornavam constantemente nublados e a novela que assistia dava um final feliz para os personagens principais, mas nunca para ela. Foi como sentar em uma janela e ver a vida passar, se tornando escravo do destino, do tempo, das circunstâncias, das vontades dos outros. Uma vida inerte. A vontade de gritar sempre foi grande, de desatar os nós que a prendia, acabar com o olhar de dó dos outros. Ela sofria. Sua vontade nunca foi feita. Havia alguns dias felizes e que o vento finalmente soprava ao seu favor. Mas como uma onda que apaga o nome escrito na areia, assim veio o destino e destruiu seus sonhos os levando para o fundo do oceano. Ela sabia que a realidade que sonhava havia se afogado e tornado utopia. Mas mesmo assim, ela viveu dias esperando que os ventos mudassem de direção. Que o sol brilhasse a seu favor, que uma estrela a guiasse para o que ela mais desejava. Mas nem a natureza, nem as forças Divinas - e muito menos a realidade humana - NADA contribuiu para que sua vontade fosse realizada. Então ela levantou-se. Humildemente jogou as cartas na mesa e desistiu do jogo. Abandonou a luta - a mais amarga que já vivenciara. A mais difícil, mas deu-se por vencida. A realidade realmente sufocou e destruiu seus sonhos. E dia desses, soube que foi chamada de covarde por ter ido embora. (...)

continua.


Soprado por Mih às 16h11

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03/02/2009

O buraco negro

Tenho tudo por aqui. Uma rotina, amigos, compromissos e uma história. Tem com quem conversar, com quem rir e até mesmo quem enxugar as minhas lágrimas quando eu chorar. Tem um sonho, um objetivo. E metas traçadas para chegar até ele. Tem uma roupa preferida, o sapato mais confortável, a escova de dentes, a caneta mais macia e a comida mais deliciosa de todas. Tem o cotidiano, tem as notícias nos jornais, têm os livros a serem lidos, as frases mais tocantes e as músicas especiais. Tem o meu cachorro, as tarefas, a preguiça, as conversas, as datas comemorativas e a chuva na madrugada. Tem os fins de semana em festas e outros solitários. Tem a revista com o ídolo, a novela com o mocinho lindo, o jornal com os quadrinhos, a internet com toda a diversidade.

E tem o vazio. Aquele teimoso e estranho vazio. Não sei de onde veio e desde quando está aí, mas o fato é que ele existe. E em meio a tanta coisa que tenho, ele incansavelmente se faz presente. Vez ou outra vejo-me diante dele e me ponho a pensar em uma maneira de como tira-lo de mim. Se há um vazio é porque há uma falta, e se há essa falta deve ser realmente porque anda faltando alguma coisa por aí. Mas algo que eu não sei o que é. Como pode algo fazer falta sendo que nem sei o que é? A única coisa que sei sobre tal é que é, deveras, algo grande e importante. Só pode ser, para ter tamanho peso em mim! É na hora de escrever algo, enquanto lavo uma louça ou quando ouço uma Bossa Nova é que me lembro desse vazio. É quando estou assim, com a cabeça nas nuvens, pensando em algo sem muita importância, sabe? O vazio vem... Enche meus olhos, meus pulmões e minha mente. Tudo fica no nada. Tudo torna-se nada. Um buraco negro em meio a tantas coisas que há na minha vida. É como sentir saudades de alguém que você nem conhece. Um espaço vago. Um nada. E não da para entender isso: em meio a tudo, sempre faltar algo.

 

Metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.

Oswaldo Montenegro


Soprado por Mih às 14h00

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02/02/2009

Presente

É estranho olhar esse meu post passado e perceber que ele foi escrito a exatamente um ano atrás. Não sei o porquê que resolvi postá-lo a três meses atrás, mas o fato é que escrito mesmo ele foi a exatamente um ano! Ficou lá, esquecido na minha pasta de Textos até que quando eu o reli, o sentimento foi o mesmo: foi como se eu o tivesse escrito a cinco minutos. Estranho, não? Mas o fato é que voltei (agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar... TA!). A saudade desse mundo de letras & sentimentos voltou - e com força - , e agora, estou de volta! Foram 3 meses de ausência, e que claro, aconteceram muitas coisas. Meus últimos dias têm sido regados a acordar meio-dia, passar a tarde trabalhando na lan house do meu pai e depois é que bate o desespero: nada para fazer. Televisão, ler, comer. Já cansei disso, enjoei. Já bateu a saudade da escola (eu sei que daqui duas semanas vou me arrepender de ter dito isso, mas enfim), e depois de amanhã estou voltando a correria louca de escola-trabalho-cursinho. E esse ano, mais do que nunca, o item 'ESTUDAR' entrou com força total na minha lista de Objetivos 2009. Além de festar muito, perder barriga e ler mais livros, claro. Tenho plena consciência de que o vestibular vai estar ai quando eu piscar, e como comprovaram pesquisas: é mais fácil acertar na loteria do que passar em um vestibular sem estudar. (ui!)

Tenho andado ansiosa demais por esses dias, tanto é que cheguei a perder 5 quilos em uma semana! Nada grave, hoje estou melhor. Ando lendo pra caramba e pretendo voltar a escrever mais ainda. Tenho ouvido muito, Bob Marley, Cazuza, The Smiths, Engenheiros e dias atrás descobri Little Joy e Taylor Swift. Acho que tenho andado em boa companhia. Bom, hoje foi só um 'oi' mesmo. Volto depois com 'textos de verdade'! Beijos e saudade de vocês =)

Não da para ficar longe disso. Ah, manemmorta.

 


Soprado por Mih às 15h58

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11/11/2008

Ausente

O meu status hoje é ausente. Não digo ausência na vida, na qual não se foge, mas ausente de você.

Mas você ainda pode me encontrar! Quem sabe um dia você me veja andando apressadamente pelas ruas do centro da cidade, ou lendo algum artigo na frente do computador. Ou quem sabe comprando uma revista na banca da praça ou um milk-shake na sorveteria da esquina. Quem sabe eu não esteja numa roda cantando com os amigos ao som de um violão, ou na casa de alguém vendo um filme. Pode ser também que eu esteja em algum lugar dançando, ao vivo ou em pensamentos. Ou quem sabe eu esteja estudando, escrevendo sobre a vida ou ouvindo uma música que é o sucesso do momento ou uma daquelas antigas que faz a gente rir e/ou pensar...

Você pode até ouvir falar de mim por ai...

Eu vou estar também cuidando de alguém que eu goste, ou dando banho no meu cachorro, ou rindo de uma piada, ou jogando conversa fora.

Eu vou estar em uma festa, eu vou estar dormindo, eu vou estar sorrindo e chorando...

Eu vou estar vivendo e tenho certeza de que você também.

E Deus nos colocou no exato lugar onde devemos estar. Um o mais distante possível do outro. Um ausente da presença do outro. E assim vai ser... Até quando, eu não sei. Mas será e é. Havia sobrado a nossa amizade, mas no final, nem ela venceu.


Soprado por Mih às 17h01

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02/11/2008

Socorro

E eu cansada desse pessoal tão sem graça. Dessas risadas inventadas, desses pensamentos manjados e copiados, desses ritmos dos quais enjoamos fácil.
E eu cansada desse povo que só quer estar bonito na foto. Que supervaloriza o outside e esquece do inside. Eu não, eu faço careta no retrato, eu grito, eu gargalho. Eu quero uma risada sua, pelo menos.
E eu enjoada desse pessoal que paga uma de triste. Derrama lágrimas e não conhece a verdadeira tristeza. Eu não, apesar de não estar na melhor, estou rindo. Eu prefiro ouvir um samba do que uma melodia que alimente uma tristeza inexistente. Eu prefiro dançar em cima da minha cama do que me lamentar da festa que eu não fui.
E eu entediada dos pensamentos crus. Aqueles que só tem titulo, não tem o resto... Eu quero o inteiro, o completo. Eu quero a melodia, o som, os instrumentos, a dança, a letra inteira na cabeça. Não só o nome da música.
Você me entende? Você percebe o quanto a minha alma anda inquieta? Ouviu? Ela acabou de gritar... SOCORRO!
Me leve para onde todas as músicas me façam refletir, que toda dança me faça querer bis, que a cada 5 minutos haja uma piada, que todo ser tenha a quem amar, que todo livro seja fácil de ler, que cidade tenha praia, que toda criatura tenha amor...


Soprado por Mih às 02h43

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21/09/2008

Precisa-se, com urgência.

- Uma noite de sono de, no mínimo, 13 horas.

Desde que a correria começou, eu tenho feito de tudo, menos dormir. A minha dificuldade para levantar da cama às 6 da matina já era imensa, indo dormir meia-noite então, vira uma missão impossível! Eu definitivamente não funciono se não tiver dormido um soninho de no mínimo 8 horas, é meio que ‘lei’ natural do meu corpo, entende? Mas faz tempo que ele não sabe mais o que é isso...

 

- Um caminhão de ânimo e concentração para estudar.

Eu quero ler uma frase num livro sem precisar rele-la mais umas duas vezes para entender o sentido completo dela. Parece coisa de retardado, mas, cara, eu ando com a cabeça láááá (longe, bem longe!).

 

- Um IPod com as músicas de Bob Marley, John Mayer, Ben Harper, Jack Johnson e Colbie Caillat me acompanhando o dia inteiro.

Não se pode usar fones em qualquer lugar, muito menos nas aulas e nem no serviço, mas se os professores e meu pai (e patrão) entendessem o quão bem me faz ouvir qualquer música desses caras aí, com certeza me dariam a coletânea de todos eles agora!!

 

- Um depoimento inesperado e sincero.

Sabe aquele recado de um amigo que você não vê faz muito tempo ou um telefonema de um parente que mora fora? Aqueles que você não espera, mas que quando recebe te faz um bem danado? Pois então, to precisando de um desses... Pode ser telefonema, depoimento, recado na geladeira, mensagem de celular, sinal de fumaça ou uma simples faixa pendurada na avenida principal da cidade... =]

 

- Uma festa badaladíssima, com todos os meus amigos presentes, um psy, um salto confortável e um copo de vinho.

Ta legal, uma festa com os amigos já estaria de bom tamanho.

 

 

- Todos os meus trabalhos feitos, minhas matérias todas estudadas e deveres caprichadamente feitos.

To sem tempo de faze-los. Alguém aí se habilita?

 

- Um corte de cabelo.

Minhas pontas já estão gritando! De duplas, já evoluíram para triplas e que informaram recentemente que a tendência é só aumentar! Bom pra elas, né... Desgraça pra mim.

 

- O Guarujá.

A areia branquinha tocando meus pés, as ondas batendo no meu corpo, o sol brilhando e o mar refletindo, o calor... Saudade saudade saudade.

 

É pedir demais?!

 

“Eu procuro acordar e perseguir meus sonhos,

Mas a realidade que vem depois não é bem aquela que planejei,

Eu quero sempre mais.”

(Ira e Pitty)


Soprado por Mih às 20h41

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13/09/2008

Des-vício

Existem coisas das quais você não vive sem. Sejam lá objetos, comidas ou até mesmo pessoas. Parece que sem elas, não existiriam motivos suficientes para que você continue vivendo. Seja lá o seu jeans favorito, um brigadeiro de panela ou um garoto especial. Mas apenas parece, porque muitas coisas são, sim, substituíveis.

É como o amor. Primeiramente, é aquela loucura, aquela necessidade de voltar todas as atenções, os pensamentos, os sentimentos e A VIDA àquela pessoa. E muitas vezes, sem retorno. E você acaba passando os dias assim – ou até mesmo meses, anos! É uma prisão, um vício, um elemento vital. Mas com o tempo, você vê que não...

E é o que está acontecendo comigo agora. Eu estou vendo que há coisas que não são insubstituíveis. São coisas que já perdi há um certo tempo e que não aceitei, mas agora, com o tempo estou conseguindo me “desviciar”. No começo eu achava que não viveria sem, mas com o tempo – ah, o tempo! – consegui enxergar que sou um tanto quanto maior do que tudo isso. E comecei a aceitar minhas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança¹.

E vi que ontem dava valor a coisas que hoje, não são tão essenciais assim. E que hoje, eu... eu não preciso mais disso.

 

“O ontem está distante, ficou lá atrás na estrada.”

(Fugindo de Mim – Wilson Sideral)

 

 

¹ Trecho de Você Aprende – Willian Shakespeare

 

PS.: Uma pessoa com o nome de Déeh Jones fez um comentário muito bom no post passado e até disse que me linkou, mas, infelizmente, não colocou o link do seu blog pessoal! Então, Déeh, caso você leia esse post, saiba que eu gostaria muito de saber qual o seu blog para poder retribuir a visita! Espero que breve!

PPS.: Correria correria correriaaaaaaa. Escola de manhã + trabalho a tarde + ensaios + cursinho = muita correria e sono. Sem tempo pra postar mais do que duas vezes na semana, desculpem. Comentários sempre respondidos! Um beijão pra vocês! =D


Soprado por Mih às 23h01

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07/09/2008

O jogo virou e a mente se abriu¹

E eis que em um belo dia², as coisas não parecem mais as mesmas. Por algum motivo desconhecido, você se vê agindo de uma maneira um tanto quanto diferente de como agia antes. Você deixa de se olhar demais no espelho, para olhar as coisas através da janela da vida – como fez Bill Gates ao criar coisas além do que a imaginação humana supunha (alguma semelhança com Windows?). E assim olhando por essa tal janela, percebe que o mundo vai muito além de preocupações - que você apenas diz serem preocupações, porque na verdade não passam de um mero grão de areia dentro de outro grão de areia, comparado à imensidade da vida.

Percebe que sempre existirão aqueles que só vão te procurar quando precisam, daí você, com muita paciência, faz o que pode. Nota que não se pode viver sob a expectativa de terceiros, que é você o dono da sua própria vida e o seu caminho, quem faz é você. Passa a aceitar que nem sempre vai conseguir agradar à todos e àqueles que exigem a sua perfeição (o que você não tem), e acaba mandando elesàmerdaetátudocerto. 

E foi o que eu fiz. Com o perdão da palavra, esses dias atrás, a vontade de mandar as pessoas que me faziam ‘andar para trás’ irem se foder, foi imensa. Porém, não o fiz, pois a filha de Dona Roseli aqui, durante seu crescimento adquiriu muita educação! Não o fiz verbalmente, mas em pensamento, ah, foi o que eu fiz! Comecei a trabalhar, mudei minha rotina, estou sob experiências novas e passei a ver que não é necessário mesmo viver num mundo em que você deixa de pensar em si, para pensar no que as pessoas vão pensar de você. Você acaba se viciando em atitudes, pensamentos e na sua rotina baseando na aprovação das outras pessoas. E hoje eu estou vendo que, finalmente, o jogo virou. Sou eu quem faço meu caminho, sou autora dos meus atos e não preciso de migalhas de atenção de ninguém. Percebi que basta abrir a mente para ver que, sim, há uma vida muito mais imensa além de tudo isso.

 

'Eu faço minhas coisas, e você faz as suas.
Eu não estou neste mundo para viver as suas expectativas.
Você não está neste mundo para viver as minhas.
Você é você, e eu sou eu,
E, se por acaso, nós nos encontrarmos, será ótimo.
Se não, nada se pode fazer.'
(Frederick Perls)

 

¹ Música: O Jogo Virou – Strike

² Belo dia o caramba! Demorou (e muito!) para isso finalmente acontecer e eu realmente enxergar assim! uhauheuaha


Soprado por Mih às 00h28

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